Liberdade Religiosa Recapitulação (Capítulo 7)

CAPÍTULO 7

LIBERDADE RELIGIOSA RECAPITULAÇÃO

Temos já identificado na Palavra de DEUS o princípio do divino direito à individualidade em religião, no que tal princípio se aplica e é ilustrado em relação autocracia, ao governo da supremacia e inflexibilidade da lei, à união de estado e igreja, e aos indivíduos.

Por favor, que ninguém pense que tudo isso é somente uma série de estudos em história antiga, nem mesmo que é um estudo de princípios e passagens bíblicas apenas, como tais, conquanto em qualquer dos terrenos o estudo fosse amplamente justificado. Não se trata de nada disso, e sim, de um estudo de princípios que numa fase ou outra estão tão plenamente vigentes e ativos hoje e sempre. Deve chegar o tempo, e não está muito distante, em que toda a série de ilustrações coberta nesses estudos estará novamente vigente e ativa; e todos, de imediato, tão verdadeiramente e no mesmo propósito como cada um estava em seu lugar e tempo.

Chegará o dia, e não está distante, quando autocracias, governos de supremacia e a inflexibilidade da lei, uniões de igreja e estado, e igrejas como tais, estarão todos unidamente inclinadas, como se com uma só mente, a exigir submissão e uniformidade em religião; e para esmagar toda sugestão de individualidade em religião e todo tipo de direito a ela particularmente em vista do que brevemente deverá ocorrer que estes estudos foram publicados. Todas essas coisas escritas nas Escrituras foram estabelecidas aqui pelo ESPÍRITO de inspiração, não somente para a instrução de todas as pessoas sempre, mas particularmente “para advertência dos que temos chegado aos fins dos tempos”. O mais poderoso conflito, e isso em mais ampla escala, entre as forças do mal e o reino da justiça que a experiência deste mundo jamais conhecerá, está ainda por vir. Esse tempo está mesmo agora à mão. Por essa razão estas lições do registro inspirado são supremamente importantes exatamente agora.

Em vista da tremenda pressão de todas essas fontes, e por todas essas forças que brevemente será imposto sobre todo indivíduo, é da maior importância que cada indivíduo conheça por si mesmo, e saiba pela evidência mais segura possível – conhecendo pela própria certeza – exatamente qual é o seu lugar, sua responsabilidade e seu direito, individualmente, na presença das principalidades e poderes, perante DEUS e com DEUS.

Conquanto nesses estudos das Escrituras discutimos cada caso do ponto de vista de que esses poderes não têm direito de assegurar-se ou exercer qualquer autoridade ou jurisdição em religião, mas que o direito de individualidade em religião é supremo na presença de todos, o outro lado é igualmente verdadeiro e não menos importante, ainda que não seja mesmo o mais importante – que resta a cada indivíduo nunca permitir qualquer outro além de DEUS impor autoridade ou jurisdição em matéria religiosa sem ser abertamente desafiado e absolutamente ignorado: que em verdadeira aliança a DEUS e perfeita lealdade ao direito, o divino direito à individualidade, em religião, será mantido. Isso todo indivíduo deve absolutamente a DEUS, ao direito, e a si mesmo em DEUS e pelo direito. Esse princípio, cada indivíduo deve manter, ou do contrário prova-se desleal a DEUS, a si mesmo como um homem diante de DEUS, e consente que o erro prevaleça em lugar do certo; em outras palavras, consentir que o errado seja o certo.

  • verdade, como demonstra o registro inspirado, que a autocracia, como ilustrada na história do rei Nabucodonosor, que o governo da supremacia da lei, como ilustrado no poder medo-persa, que a união de igreja e estado, como ilustrado na igreja judaica e no poder romano unidos contra CRISTO, que a igreja como tal, como ilustrado na igreja de Israel contra os discípulos de CRISTO; não têm direito de assegurar autoridade de jurisdição em religião. É igualmente, e mesmo mais enfaticamente verdade que, para ser absolutamente fiel a DEUS e ao direito, ou verdadeiro a si próprio e a seus semelhantes, os três jovens hebreus, o homem Daniel, o SENHOR JESUS, e os apóstolos do SENHOR, devem absolutamente desconsiderar toda asserção desta espécie. Em cada caso o domínio de DEUS foi usurpado. Em cada caso o direito foi completamente lançado fora, e o erro estabelecido em seu lugar. Em tal caso e em tal tempo poderia qualquer que conheceu a DEUS ou preocupou-se com o direito ficar em silêncio e nada fazer? É a aliança com DEUS nada? É a lealdade ao direito para nunca ser conhecida? Será somente o erro reconhecido como tendo o direito de prevalecer? Nunca serão os homens verazes – nem verdadeiros a DEUS nem ao direito, nem verdadeiros a si próprios, nem a seus semelhantes?
  • verdade que Nabucodonosor estava inteiramente fora de seu lugar e agiu de modo inteiramente errado quando tentou exercer autoridade em religião; e a história foi escrita para mostrar a todas as pessoas para sempre que toda autocracia está tão fora de lugar, e tão inteiramente errada, quando presume assegurar-se autoridade em religião. Ao mesmo tempo, é verdade, e igualmente importante, lembrar que os três hebreus abertamente e sem comprometimento desconsideraram aquela asserção autocrática de autoridade em religião. E a história foi escrita para ensinar que todos os outros indivíduos para sempre devem agir como agiram aqueles três indivíduos, se esses dois quiserem ser verazes para com DEUS, o direito, e para si próprios e seus semelhantes.
  • verdade que, não obstante seus princípios de supremacia e inflexibilidade da lei, o governo da Medo Pérsia agiu errado quando, por sua própria lei, entrou no território da religião; e a história está registrada para demonstrar a todos os governos e pessoas para sempre que todo governo está igualmente errado em penetrar pela lei no território da religião. É igualmente verdade, e igualmente importante, lembrar, que o indivíduo – Daniel, – de modo absoluto e descompromissadamente desconsiderou aquela lei; e que a história foi escrita para ensinar a todos os indivíduos para sempre que em todas as circunstâncias semelhantes devem agir como agiu aquele indivíduo, se desejarem honrar a DEUS e ao direito e ser verdadeiros a si próprios e a seus semelhantes.
  • verdade que a igreja de Israel praticou uma coisa enormemente ímpia quando aliou – se com o poder civil a fim de tornar sua vontade efetiva; e a história foi escrita para mostrar a todo o mundo para sempre que toda igreja comete a mesma falha toda vez que, sob o pretexto que for, busca controlar o poder civil para tornar sua vontade vigente. É igualmente verdade, e igualmente importante, reconhecer e recordar que o indivíduo sozinho que era o objeto dessa ímpia aliança da igreja e estado morreria sob ela em lugar de submeter-se a ela para reconhecê-la no mais leve grau. E isto está tudo escrito para que todo indivíduo até o fim do mundo esteja pronto sob circunstâncias semelhantes a agir como agiu o SENHOR JESUS a fim de ser verdadeiro para com DEUS, verdadeiro para com a verdade, verdadeiro a si mesmo, e verdadeiro à raça humana.
  • verdade que a igreja de Israel desviou-se do caminho certo, e agiu de modo inteiramente errado, quando assumiu a autoridade de decidir o que os membros daquela igreja deveriam ou não crer e ensinar; e a história está escrita para tornar claro a todas as igrejas e pessoas para sempre, que toda igreja está tão igualmente longe do caminho certo, e igualmente errada, quando assume qualquer autoridade para decidir o que qualquer membro da igreja deve ou não crer e ensinar. É igualmente verdade, e exatamente tão importante lembrar, que os membros individuais da igreja ali aberta e descompromissadamente recusarem reconhecer qualquer autoridade dessas em qualquer medida ou grau que fosse. E está escrito para ensinar a todos os membros de igreja para sempre que devem fazer individualmente o mesmo, se desejarem ser verdadeiros para com DEUS, verdadeiros para com CRISTO, verdadeiros ao direito, verdadeiros a si próprios e verdadeiros à humanidade.

Os três jovens hebreus fizeram bem quando recusaram reconhecer qualquer direito de autocracia na religião. Daniel fez bem quando recusou reconhecer qualquer direito do governo civil de lei em religião. O SENHOR JESUS fez o que era certo quando recusou qualquer direito da igreja mediante o poder civil para tornar vigente a sua vontade. Os apóstolos e discípulos do SENHOR agiram certo quando recusaram reconhecer qualquer direito da igreja em decidir ou ditar o que deveriam ou não crer e ensinar. Em cada um desses casos, DEUS abertamente e em poder miraculoso tornou perfeitamente claro a todos que aqueles indivíduos estavam certos. Por tal forma fica abertamente demonstrado não só que estavam corretos, mas que estavam divinamente certos. Em cada caso a história tem sido escrita para que todos os poderes e pessoas saibam para sempre que tal atitude é divinamente correta. E quem quer que fique do lado de DEUS, como fizeram cada um desses em seu lugar, possam sabê-lo.

São tais indivíduos, e outros como eles, que naqueles dias e de tempos em tempos mantiveram vivo no mundo a honra de DEUS e conservaram vivo o direito no mundo; que mantiveram viva a integridade e verdadeira hombridade na sociedade humana; sim, exatamente estes, e semelhantes a eles, benditos indivíduos que conservaram o próprio mundo vivo.

Não são autocracias, nem governos da lei, nem uniões de igreja e estado, nem ainda mesmo igrejas como tais que têm mantido a honra de DEUS, nenhum deles têm-se mantido verdadeiro ao direito, e tem preservado a integridade do homem. Toda a história testifica unanimemente que todos esses fizeram tudo que puderam para solapar e eliminar toda individualidade e integridade do homem, obliterar o direito, e excluir a DEUS de seu próprio lugar nos homens e no mundo.

Não, não são esses, mas o bendito indivíduo com DEUS e em DEUS; são aqueles que conheceram e mantiveram o divino direito à individualidade em religião; é o caso de Daniel, CRISTO, Paulo, Wycliffe, Lutero, que se posicionaram sozinhos no mundo e na igreja, e contra, tanto a igreja quanto o mundo – são esses que mantiveram a honra de DEUS, que têm mantido vivo o conhecimento de DEUS, do direito e da verdade, e assim mantiveram vivo o mundo.

Agora, e pelo tempo vindouro – quando está sendo incentivado entre as igrejas e instado sobre o mundo, denominacional, nacional, internacional, a federação mundial em religião e de religião; quando tudo isso expressamente visa a uma meta de assegurar pelas autocracias, pelos governos de supremacia e inflexibilidade legal, pelas igrejas aliadas com o poder civil e no seu controle, e pelas igrejas de sua própria iniciativa; quando todos esses operarem imediata e conjuntamente para assegurar e exercitar a absoluta autoridade em religião – em vista de tudo isso, exatamente agora, como nunca antes, é essencial saber, proclamar, e manter o divino direito de individualidade em religião: a liberdade religiosa completa.